Bogotá, 11 de dezembro de 2025 – A chanceler colombiana, Rosa Villavicencio, afirmou nesta quinta-feira (11) que o governo da Colômbia “não teria motivos” para negar um eventual pedido de asilo do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, caso ele decida se exilar após uma transição de poder.
Em entrevista à emissora Caracol Radio, Villavicencio destacou que a possibilidade surge em meio à tensão provocada pelo envio de navios e tropas dos Estados Unidos ao Caribe desde agosto. “Se os Estados Unidos exigirem uma mudança e isso significar que ele deva viver em outro país ou buscar proteção, a Colômbia não veria razão para dizer não”, declarou.
A chefe da diplomacia colombiana ponderou, entretanto, que, em sua avaliação, Maduro provavelmente escolheria “um lugar mais distante e tranquilo” para se refugiar, caso deixe a Venezuela.
Na véspera, o presidente colombiano, Gustavo Petro, criticou a retenção e a anulação do passaporte do cardeal venezuelano Baltazar Porras no aeroporto de Caracas. Segundo Petro, a resposta a pressões externas deve ser “uma revolução democrática” e não “repressões ineficazes”. O mandatário defendeu ainda uma anistia geral para opositores e um governo de transição amplo no país vizinho.
Desde setembro, as Forças Armadas dos Estados Unidos informam ter destruído mais de 20 embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico, próximas a Venezuela e Colômbia. O presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou em diversas ocasiões que “em breve” poderão ocorrer ações militares dentro do território venezuelano.
Em resposta, Nicolás Maduro convocou a população a se mobilizar contra o que chama de ameaças de Washington e a se preparar para uma “luta armada” em defesa da “revolução”.
Com informações de Gazeta do Povo