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Cidades-fortalezas no leste da Ucrânia travam negociação de paz com a Rússia

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Nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026, a invasão russa à Ucrânia completa quatro anos. Em meio à mediação dos Estados Unidos, conduzida pelo presidente Donald Trump, Kiev e Moscou tentam costurar um acordo de paz, mas esbarram no impasse sobre o controle de três centros urbanos fortificados no leste ucraniano: Sloviansk, Kramatorsk e Kostiantynivka.

O que são as cidades-fortalezas

Sem barreiras naturais que dificultem o avanço militar, o Exército ucraniano transformou essas localidades da província de Donetsk em verdadeiros labirintos defensivos desde 2014. Trincheiras interligadas, bunkers subterrâneos e fossos antitanque compõem o sistema que contém o avanço russo sobre a região do Donbas.

Por que elas emperram a paz

A Rússia considera a conquista dessas cidades condição para declarar vitória total em Donetsk. Para a Ucrânia, ceder os últimos redutos significa legitimar a ofensiva russa. Com Washington admitindo discutir concessões territoriais, os três municípios viraram a principal “moeda de troca” na mesa de negociações.

Estratégia de desgaste

Em Sloviansk, Kramatorsk e Kostiantynivka, Kiev adota a chamada guerra de atrição: prolongar o conflito para esgotar recursos e tropas do adversário. Enquanto mantiver as fortalezas urbanas, a Ucrânia aumenta o custo militar e político para Moscou prosseguir com as operações.

Pressão norte-americana

O governo Trump estabeleceu o meio de 2026 como meta para selar a paz. A urgência de Washington coloca o presidente Volodymyr Zelensky diante de duas opções: reconhecer formalmente a perda de território ou aceitar um congelamento da linha de frente que interrompa os combates sem resolver a disputa de soberania.

Risco de precedente internacional

Especialistas em Direito Internacional alertam que um eventual acordo que oficialize a anexação russa criaria precedente perigoso. A preocupação é de que outros países — como a China em relação a Taiwan — interpretem a ausência de punição definitiva como sinal de que mudanças de fronteira pela força são aceitáveis.

A negociação prossegue sem data definida para conclusão, enquanto as cidades-fortalezas permanecem o principal obstáculo entre a guerra em curso e um possível cessar-fogo duradouro.

Com informações de Gazeta do Povo