A mídia estatal chinesa divulgou, no fim de janeiro, a existência do Luanniao, projeto de aeronave militar de grandes dimensões desenhada para voar próximo ao limite da atmosfera terrestre, lançar mísseis e servir de plataforma para até 88 caças não tripulados do modelo Xuan Nu.
Com formato triangular e dimensões superiores às de qualquer avião militar em operação, o Luanniao integra o Projeto Nantianmen (“Portão Celestial do Sul”), programa que visa ampliar as capacidades aéreas e espaciais da China. O desenvolvimento está sob responsabilidade da Aviation Industry Corporation of China (AVIC), conglomerado estatal do setor aeroespacial.
De acordo com as autoridades chinesas, a nova aeronave poderia se tornar operacional em um prazo de 20 a 30 anos. Cada drone Xuan Nu, que seria transportado a bordo, teria perfil furtivo e capacidade de lançamento de mísseis hipersônicos.
Desafios tecnológicos
Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, o analista de defesa Peter Layton, pesquisador associado do Griffith Asia Institute, afirmou que a tecnologia necessária para manter um aparelho desse porte operando na fronteira do espaço “simplesmente não existe” atualmente. Segundo ele, o conceito exigiria quantidades enormes de combustível e um sistema de propulsão que ainda está distante de ser desenvolvido.
Layton acrescentou que anúncios de armamentos futuristas costumam ter forte componente político, servindo para motivar o público doméstico e reforçar, no exterior, a percepção de avanço tecnológico militar de Pequim.
Imagens conceituais divulgadas em redes sociais mostram uma aeronave que remete a naves da franquia Star Wars, reforçando o apelo visual do projeto.
Com informações de Gazeta do Povo