A China colocou em funcionamento em 28 de setembro de 2025 a Ponte Huajiang Grand Canyon, hoje a estrutura rodoviária mais alta do planeta. Instalada na província de Guizhou, a obra se eleva a 625 metros sobre o rio Beipan e encurta o trajeto entre o distrito de Liuzhi e o condado de Anlong de cerca de duas horas para apenas dois minutos.
Obra superou antigo recorde chinês
Com quase três quilômetros de extensão e duas faixas de tráfego em sentidos opostos, a nova travessia ultrapassou o recorde anterior de 565 metros, mantido desde 2016 por outra ponte também localizada em Guizhou. A construção da Huajiang durou pouco menos de quatro anos.
Testes e soluções de engenharia
Antes da inauguração, em agosto, engenheiros posicionaram 96 caminhões carregados em pontos estratégicos para avaliar a integridade da estrutura. Para enfrentar encostas íngremes e ventos fortes, o projeto adotou um arco mais leve, solução que reduziu em 30% o peso originalmente previsto.
Nova atração turística
Além de melhorar a mobilidade em uma das regiões mais montanhosas do país, a ponte deve impulsionar o turismo local. A estrutura comporta um elevador panorâmico de alta velocidade que levará visitantes a uma lanchonete no topo, com abertura prevista para novembro. A capacidade diária estimada é de 5 000 pessoas.
Esportes radicais na programação
Nos próximos meses, estão previstos serviços de bungee jumping, slackline e eventos profissionais de base jumping. A inauguração reforça a presença chinesa entre as maiores obras do gênero: o país abriga sete das pontes mais altas do mundo, três delas em Guizhou, província que já soma mais de 32 000 travessias.
Especialistas ressaltam que projetos desse porte têm sido essenciais para a integração de áreas isoladas. “A China prioriza grandes obras de infraestrutura para impulsionar o desenvolvimento e a conectividade regional”, afirmou o engenheiro Mamdouh El-Badry, da Universidade de Calgary. Para Li Mingshui, da Universidade de Jiaotong, essas intervenções ajudam a superar limitações geográficas no oeste chinês.
Com informações de Gazeta do Povo