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Caso Epstein derruba chefe de gabinete do premiê britânico

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08/02/2026 — Londres (Reino Unido). Morgan McSweeney, chefe de gabinete do primeiro-ministro Keir Starmer, renunciou neste domingo (8) após ser pressionado por defender a indicação de Peter Mandelson para a embaixada do Reino Unido nos Estados Unidos.

Documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos EUA apontam que Mandelson, 72 anos, mantinha vínculos de longa data com o financista e pedófilo condenado Jeffrey Epstein. A relação levou à destituição do ex-ministro do cargo diplomático em setembro de 2025.

“Nomeação foi equivocada”, admite McSweeney

Em comunicado, McSweeney reconheceu que aconselhou Starmer a oficializar a escolha de Mandelson em fevereiro de 2025. “A decisão prejudicou nosso partido, nosso país e a confiança na própria política. Assumo total responsabilidade”, declarou. O assessor, considerado peça-chave na vitória eleitoral trabalhista de julho de 2024, afirmou que segue apoiando o premiê e pediu que as vítimas de Epstein sejam lembradas.

Pressão interna e investigações

Nas últimas semanas, parlamentares trabalhistas exigiram a saída de McSweeney, classificando a indicação de Mandelson como “erro catastrófico”. A polícia britânica investiga se o ex-comissário europeu de Comércio vazou informações confidenciais do governo Gordon Brown a Epstein em 2009.

O Partido Nacional Escocês (SNP), o Partido Verde e políticos de outras legendas também pedem a renúncia de Starmer. Levantamento do instituto Opinium divulgado neste domingo mostra que 55% dos britânicos defendem a saída do primeiro-ministro.

Starmer admite ter conhecimento dos vínculos

Em sessão de perguntas no Parlamento, na quarta-feira (4), Starmer confirmou que estava ciente da ligação entre Mandelson e Epstein antes de oficializar a nomeação. Segundo o premiê, o ex-embaixador “mentiu repetidamente” sobre a relação. Starmer disse que se arrepende da escolha e garantiu que, se soubesse dos detalhes revelados recentemente, Mandelson “nunca teria chegado perto do governo”.

Downing Street espera que a saída de McSweeney ajude a conter a crise política, enquanto ministros trabalhistas manifestam apoio ao primeiro-ministro.

Com informações de Gazeta do Povo