Washington (13.jan.2026) – O ex-presidente dos Estados Unidos Bill Clinton e a ex-secretária de Estado Hillary Clinton informaram nesta terça-feira (13) que não irão testemunhar diante do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes sobre o caso do financista Jeffrey Epstein.
Em carta de quatro páginas endereçada ao presidente do colegiado, o republicano James Comer, o casal afirmou ter “chegado o momento de lutar por este país, seus princípios e seu povo, independentemente das consequências”. Os Clinton acusaram o parlamentar de prejudicar o avanço da investigação ao, segundo eles, tentar desviar o foco de supostos vínculos do ex-presidente Donald Trump com Epstein.
Comer declarou a jornalistas que o comitê iniciará na próxima semana os trâmites para declarar Bill Clinton em desacato ao Congresso. O painel havia intimado, em agosto de 2025, o Departamento de Justiça (DOJ) e ex-autoridades dos partidos Republicano e Democrata para obter informações sobre o esquema de tráfico sexual atribuído a Epstein, encontrado morto em prisão federal em 2019.
Em dezembro, cumprindo lei aprovada pelo Congresso e sancionada por Trump, o DOJ começou a divulgar documentos sobre as acusações federais contra o financista. Tanto Trump quanto Clinton negam envolvimento no esquema e nunca foram formalmente acusados.
No fim do ano passado, fotos de 1990 mostrando Bill Clinton ao lado de Epstein e da socialite britânica Ghislaine Maxwell, condenada a 20 anos de prisão por participação nos crimes, vieram a público. Após a divulgação, o ex-presidente solicitou que o governo libere todos os arquivos em que seu nome apareça.
Com informações de Gazeta do Povo