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Casa Branca avalia três frentes para liberar Estreito de Ormuz e conter impacto no petróleo

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Washington, 24 de março de 2026 (terça-feira) – O governo de Donald Trump discute três caminhos para reabrir o Estreito de Ormuz, corredor estratégico bloqueado por ameaças do Irã e responsável por cerca de 20% do fluxo mundial de petróleo e gás natural.

Coalizão naval internacional

A primeira alternativa prevê a formação de uma força multinacional para escoltar navios comerciais que cruzam a passagem, que liga o Golfo Pérsico ao Oceano Índico. A Casa Branca quer a participação de países europeus e da China, grandes dependentes da rota. Especialistas alertam, porém, para o desafio geográfico: embarcações precisam navegar próximo à costa iraniana – montanhosa e repleta de possíveis pontos de lançamento de drones e armas leves, de difícil detecção.

Negociação direta com Teerã

Paralelamente, Trump mantém contatos diplomáticos com uma “figura poderosa” do regime iraniano. O presidente norte-americano afirmou que Teerã já fez uma “concessão importante” no setor de energia. Para incentivar o diálogo e conter a alta dos combustíveis, Washington liberou temporariamente a venda de carregamentos de petróleo iraniano retidos no mar. Há também rumores de um plano de paz de 15 pontos mediado pelo Paquistão.

Ataque terrestre à Ilha de Kharg

A terceira opção estudada é militar: a tomada da Ilha de Kharg, principal terminal de exportação de petróleo do Irã. Analistas calculam que seriam necessários cerca de 2.200 fuzileiros navais, apoio aéreo e possível participação da 82ª Divisão Aerotransportada do Exército dos EUA, especializada em operações de paraquedistas.

Movimentação de tropas e impacto global

Para reforçar a segurança regional, o Pentágono enviou 3.000 soldados adicionais ao Oriente Médio. Enquanto isso, alguns países buscam acordos pontuais com Teerã. A Índia já assegurou passagem de seus petroleiros, e o Japão – que importa 90% do seu óleo por Ormuz – iniciou conversas bilaterais. Navios sem pactos relatam cobrança de “pedágios informais” de até US$ 2 milhões por travessia, sob risco de ataques.

As três frentes – diplomática, multilateral e militar – continuam em análise na Casa Branca, que procura uma solução antes que a interrupção prolongada do estreito desestabilize ainda mais o mercado energético global.

Com informações de Gazeta do Povo