Washington (05.jan.2026) – O assessor de segurança interna da Casa Branca, Stephen Miller, declarou nesta segunda-feira (5) que a Groenlândia “deveria fazer parte dos Estados Unidos” como parte de uma estratégia voltada à proteção da região do Ártico e dos interesses da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Segundo Miller, os Estados Unidos, principal potência militar da aliança, têm “responsabilidade direta na defesa do flanco ártico” da Otan. “Para que os Estados Unidos garantam a segurança da região do Ártico, protejam e defendam a Otan e os interesses da Otan, é evidente que a Groenlândia deveria fazer parte dos Estados Unidos”, afirmou.
Em Nuuk, capital groenlandesa, o primeiro-ministro Jens-Frederik Nielsen pediu calma diante das declarações de Washington. “Não estamos em uma situação em que os Estados Unidos possam conquistar a Groenlândia. Não há motivo para pânico”, disse, acrescentando que o governo local está aberto a ampliar a cooperação com os EUA, inclusive no âmbito da Otan.
As falas de Miller sucedem nova manifestação do presidente norte-americano, Donald Trump, que reiterou no fim de semana que o país “precisa da Groenlândia” por razões de segurança nacional. Para Trump, a crescente presença de Rússia e China no entorno do território ártico representa um risco estratégico que a Dinamarca não conseguiria enfrentar sozinha.
Com cerca de 57 mil habitantes distribuídos em 2,1 milhões de quilômetros quadrados, a Groenlândia depende economicamente da pesca e de subsídios anuais da Dinamarca, que cobrem aproximadamente metade de seu orçamento. Apesar disso, ocupa posição estratégica em uma região cada vez mais disputada por rotas marítimas, recursos naturais e implantação militar.
Com informações de Gazeta do Povo