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Caracas se compromete a atender todas as exigências de Washington, diz assessor da Casa Branca

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Washington, 5 de janeiro de 2026 — O assessor de segurança interna da Casa Branca, Stephen Miller, afirmou que o governo de transição da Venezuela comunicou oficialmente aos Estados Unidos que cumprirá integralmente as condições impostas por Washington após a captura do ex-presidente Nicolás Maduro.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (5), Miller declarou que a nova liderança venezuelana enviou “mensagens diretas” ao secretário de Estado, Marco Rubio, e a outros negociadores de alto escalão, garantindo adesão aos “termos, demandas, condições e requisitos” definidos pelos EUA.

Controle do processo de transição

Segundo Miller, Washington exerce “controle direto” sobre o roteiro de transição em Caracas. O assessor ressaltou que as Forças Armadas dos EUA permanecem posicionadas fora do território venezuelano, enquanto um embargo total ao petróleo e severas restrições ao comércio internacional seguem em vigor.

“Estabelecemos os termos e as condições. Os Estados Unidos estão conduzindo o país durante este período de transição”, declarou. Ele ponderou que isso não significa administrar detalhes da vida cotidiana venezuelana, como tarifas de transporte público.

Trump reforça recado

As declarações de Miller ecoam o que o presidente Donald Trump disse no fim de semana, logo após a operação que levou à prisão de Maduro. Em coletiva no sábado (3), Trump afirmou manter “canais diretos de comunicação” com a chefe de Estado interina, Delcy Rodríguez, responsável por negociar com Rubio as condições impostas por Washington.

Trump alertou ainda que “uma ofensiva ainda maior” poderá ser desencadeada caso o governo interino descumpra os compromissos assumidos.

Medidas após posse de Rodríguez

Delcy Rodríguez tomou posse como líder interina nesta segunda-feira. Entre as primeiras ações, determinou a prisão de suspeitos de colaborar com a captura de Maduro e solicitou a libertação do ex-mandatário e de sua esposa, Cilia Flores.

Maduro e Cilia Flores compareceram no mesmo dia a um tribunal federal em Nova York, onde foram formalmente acusados pela Justiça norte-americana.

Com informações de Gazeta do Povo