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Caracas propõe “negociação de boa fé” com a Guiana para resolver disputa pelo Essequibo

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Caracas – O governo venezuelano, chefiado provisoriamente por Delcy Rodríguez, convidou nesta terça-feira (17/02/2026) a Guiana a retomar, “em caráter definitivo”, um processo de negociação de boa fé para solucionar a controvérsia sobre o território do Essequibo.

A proposta foi divulgada em comunicado nas redes sociais de Rodríguez, no dia em que se completam 60 anos do Acordo de Genebra (1966), tratado que Caracas considera “o único instrumento jurídico válido” para alcançar um entendimento mutuamente aceitável sobre a região.

Contexto político

A manifestação ocorre num momento que o governo classifica como “novo ciclo político”, após o ex-presidente Nicolás Maduro ter sido capturado pelos Estados Unidos em janeiro.

Pontos centrais do comunicado

  • Caracas sustenta que o Acordo de Genebra “sepultou” discussões sobre o Laudo Arbitral de Paris de 1899, que concedeu o território à então Guiana Britânica.
  • A Venezuela afirma ter cumprido as obrigações do pacto durante seis décadas.
  • Acusa Georgetown de, desde 2015, “violar e desconhecer” o tratado e agir “de má-fé” para obter títulos territoriais que “nunca possuiu”.
  • Reitera que a Corte Internacional de Justiça (CIJ), acionada pela Guiana em 2018 para validar o laudo de 1899, “carece de jurisdição” sobre a disputa.
  • Declara que “jamais” renunciará a seus “direitos históricos” sobre a Guiana Essequiba.

Disputa histórica

O Essequibo abrange cerca de 160 mil km², área rica em petróleo e recursos naturais. O laudo de 1899 favoreceu o Reino Unido; décadas depois, a Venezuela declarou o veredito nulo e, em 1966, firmou com Londres o Acordo de Genebra, que reconheceu a reivindicação venezuelana, mas sem oferecer solução definitiva.

Com informações de Gazeta do Povo