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Canadá e China selam acordo preliminar que reduz tarifas sobre canola e libera entrada de carros elétricos

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Pequim, 16 jan. 2026 – O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, anunciou nesta sexta-feira (16) um acordo comercial preliminar com a China que derruba tarifas sobre produtos agrícolas canadenses e estabelece cotas para a entrada de veículos elétricos chineses no mercado canadense.

Redução de tarifas agrícolas

Após dois dias de reuniões no Grande Salão do Povo, em Pequim, Carney informou que a tarifa combinada aplicada à canola canadense cairá dos atuais 84% para cerca de 15% a partir de 1º de março. A mesma data marcará o fim das “tarifas discriminatórias” impostas a ervilhas, lagostas e caranguejos, benefício que permanecerá pelo menos até o fim de 2026.

Segundo o premiê, as mudanças podem gerar quase US$ 3 bilhões em novos pedidos para agricultores, pescadores e processadores do Canadá. “Esperamos que, antes da temporada de plantio, as tarifas sobre a canola recuem drasticamente”, declarou.

Carney destacou que o entendimento reforça um intercâmbio agroalimentar que já supera US$ 7 bilhões anuais e disse esperar avanços em setores como carne bovina e alimentos para animais de estimação.

Cota para veículos elétricos

No segmento industrial, o acordo autoriza a importação de até 49 mil veículos elétricos chineses por ano sob a tarifa de nação mais favorecida, de 6,1%. O volume representa “menos de 3%” do mercado automobilístico canadense e restabelece o patamar observado em 2023, afirmou o primeiro-ministro.

Conforme Carney, uma parcela crescente dessas unidades deverá ter preço de importação inferior a US$ 35 mil, enquanto o texto prevê a possibilidade de investimentos industriais chineses para produção local no Canadá ao longo dos próximos anos. Os termos serão revisados em três anos.

Contexto bilateral

A visita de Carney é a primeira de um chefe de governo canadense à China em quase uma década e ocorre após anos de atritos que afetaram o comércio agroalimentar. Ottawa busca diversificar seus parceiros em meio a tensões comerciais com os Estados Unidos, enquanto Pequim procura reaproximar-se de países aliados históricos de Washington.

Com informações de Gazeta do Povo