TEERÃ — Um jato de combate das Forças Armadas dos Estados Unidos foi abatido em território iraniano na sexta-feira, 3 de abril, marcando a primeira perda confirmada de uma aeronave norte-americana em solo inimigo desde o início da operação conjunta com Israel, há aproximadamente cinco semanas.
Após a queda, Washington enviou equipes de resgate para localizar os dois tripulantes. Um deles foi encontrado com vida e já está sob custódia dos EUA, recebendo atendimento médico. O segundo permanece desaparecido.
As buscas contam com o apoio de forças israelenses, que utilizam helicópteros, drones e aviões-tanque para vasculhar regiões montanhosas e rurais próximas ao local da queda.
Recompensa e apelos à população
O regime iraniano reagiu convocando a população civil a capturar o militar que ainda está foragido. Redes de televisão estatais divulgaram uma “recompensa generosa” para qualquer cidadão que entregue o “piloto inimigo” às autoridades. Alguns comunicados chegaram a incentivar que civis “atirassem” caso avistassem o militar, atitude que levanta dúvidas sobre o respeito às convenções internacionais de guerra.
Sarcasmo oficial
O presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, ironizou o episódio nas redes sociais. Ele classificou as autoridades norte-americanas como “gênios absolutos” e afirmou que a estratégia de Washington teria passado de “mudança de regime” para “súplicas desesperadas” para localizar seus pilotos.
A escalada verbal e a caçada pelo segundo piloto elevam ainda mais a tensão no Oriente Médio, cenário já marcado por confrontos desde o início da ofensiva Estados Unidos-Israel contra alvos iranianos.
Com informações de Gazeta do Povo