Nova York – A mineira Marina Lacerda declarou que cerca de 50 brasileiras, muitas menores de idade, sofreram abusos na mansão do financista Jeffrey Epstein, morto em 2019. O depoimento foi publicado nesta quarta-feira (24) pela BBC News Brasil.
A informação surge após o Departamento de Justiça dos Estados Unidos liberar um documento que menciona “um grande grupo brasileiro” entre as vítimas do bilionário, sem revelar nomes ou detalhes.
Como Marina chegou a Epstein
Marina contou que chegou aos EUA aos 8 anos, vivendo no bairro de Astoria, no Queens, em meio a uma numerosa comunidade brasileira. Sem documentação, começou a trabalhar cedo para se sustentar.
Aos 14 anos, aceitou a proposta de uma amiga para fazer “massagens” em Epstein por US$ 300 por sessão de 40 minutos. Os abusos teriam começado já na primeira visita e se estendido até que completasse 17 anos.
Recrutamento de novas vítimas
Segundo a brasileira, a rede se expandiu quando ela própria passou a recrutar outras jovens, principalmente imigrantes sem visto. “Brasileiro chega aqui e não tem documentos. É muito difícil ser imigrante aqui, ainda mais brasileira quando vem sozinha”, relatou à BBC.
Contato com o FBI e morte de Epstein
O FBI procurou Marina em 2008, mas ela recusou prestar depoimento por medo. Apenas em 2019 decidiu colaborar integralmente com as investigações. Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto desse mesmo ano, enquanto aguardava julgamento por tráfico sexual.
Com informações de Gazeta do Povo