Washington, 31 de março de 2026 – O bombardeiro estratégico B-52 Stratofortress passou a ser empregado de forma rotineira em missões sobre o Irã, informou o chefe do Estado-Maior Conjunto dos Estados Unidos, general Dan Caine. De acordo com o militar, a utilização da aeronave foi possível após “o avanço da superioridade aérea” norte-americana na região.
“Conseguimos iniciar as primeiras missões com o B-52, o que nos permite avançar sobre o inimigo”, declarou Caine nesta terça-feira (31).
Ícone da capacidade nuclear norte-americana
Fabricado pela Boeing, o B-52 entrou em operação em 1955, no auge da Guerra Fria, como parte da estratégia de dissuasão nuclear dos EUA. Ao longo do tempo, a aeronave recebeu diversas atualizações – das versões A até a G – até chegar ao modelo atualmente em uso, o B-52H, introduzido em 1961 e ainda ativo.
As especificações oficiais apontam envergadura de 56 metros, capacidade para transportar até 31,5 toneladas de armamentos – que incluem mísseis de cruzeiro, bombas guiadas e minas – e velocidade máxima de 1.046 km/h. O alcance ultrapassa 14 mil quilômetros, ampliável por reabastecimento em voo, permitindo operações intercontinentais sem necessidade de pouso.
Frota e longevidade
A Força Aérea dos EUA mantém 76 unidades do B-52H em serviço, distribuídas entre as bases de Barksdale (Louisiana) e Minot (Dakota do Norte). Segundo a Boeing, a aeronave deve permanecer operacional pelo menos até 2050, sustentada por sucessivas modernizações em sistemas de navegação, comunicação e armamentos.
Desde sua criação, o bombardeiro participou de conflitos como as guerras do Vietnã, do Golfo e do Iraque, além de missões contra o Estado Islâmico na Síria. O Pentágono o classifica como “espinha dorsal” da capacidade estratégica dos Estados Unidos.
Presença militar em outras frentes
O uso do B-52 contra o Irã não é inédito no governo Trump. Em outubro de 2025, três aeronaves do mesmo modelo foram avistadas próximas ao espaço aéreo da Venezuela, em meio à escalada de tensões com o regime de Nicolás Maduro. Na ocasião, Washington afirmou que a movimentação fazia parte de ações no Caribe para coibir o narcotráfico.
Agora, os voos sobre o território iraniano reforçam a estratégia de dissuasão empregada pelos EUA em diferentes regiões.
Com informações de Gazeta do Povo