As autoridades do Irã elevaram para 108 o número de mortos no ataque atribuído a Israel contra a escola primária para meninas Shajareh Tayyebeh, em Minab, no sul do país. O bombardeio ocorreu na manhã de sábado (28.fev.2026) e atingiu o prédio enquanto 170 alunas estavam em sala de aula.
O presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, condenou a ofensiva e classificou o episódio como “ato bárbaro”. Em comunicado, o chefe de Estado afirmou que “o martírio de dezenas de estudantes inocentes após o covarde ataque dos agressores americanos e sionistas contra centros civis dói nos corações de todo o povo iraniano”.
Segundo o Ministério Público de Minab, equipes de resgate ainda procuram vítimas presas sob os escombros. Pelo menos 40 estudantes feridas foram levadas a hospitais da região com múltiplas mutilações. O governador local decretou luto provincial neste domingo (1º.mar.2026).
Escalada de confrontos
O ataque faz parte de uma série de bombardeios realizados por Israel e Estados Unidos contra o Irã nas primeiras horas de 28 de fevereiro. Explosões foram registradas em Teerã, Tabriz (noroeste) e Isfahan (centro). Em resposta, a Guarda Revolucionária iraniana declarou ter lançado mísseis e drones contra bases militares americanas no Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos, além de alvos militares em território israelense.
Na província de Lamerd, no sul do Irã, um ataque conjunto de EUA e Israel provocou a morte de pelo menos 18 civis após atingir um complexo esportivo e áreas residenciais, de acordo com a agência estatal IRNA. Autoridades locais relataram cerca de 100 feridos, a maioria crianças.
Veículos internacionais, como a agência EFE, informaram que não foi possível verificar de forma independente a extensão dos bombardeios, já que repórteres estrangeiros não têm acesso às áreas atingidas.
Com informações de Gazeta do Povo