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Bolívia critica envio de navios de guerra dos EUA ao Caribe e chama acusações contra Maduro de “infâmias”

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O presidente da Bolívia, Luis Arce, condenou “veementemente” nesta quarta-feira, 20 de agosto de 2025, o deslocamento de três navios de guerra dos Estados Unidos para o Caribe, nas proximidades do território venezuelano.

Em mensagem publicada nas redes sociais, Arce afirmou que “do coração da América do Sul” repudia a operação militar norte-americana e classificou as denúncias feitas pelo governo de Donald Trump contra o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, como “uma das maiores infâmias” recentes de Washington.

Defesa de Maduro e pedido de reuniões de emergência

O mandatário boliviano destacou que, “durante séculos”, o povo venezuelano demonstrou “vocação pela paz, amizade e integração” no continente. Segundo ele, associar a Revolução Bolivariana e Maduro ao narcotráfico é um uso recorrente da “guerra às drogas como instrumento de intervenção imperialista”.

Arce enviou ainda um “abraço fraterno” ao governo de Caracas e ao “valente povo venezuelano”, além de solicitar que CELAC, UNASUL e ALBA-TCP se reúnam com urgência para tratar do tema e proteger “a soberania e a paz regionais”.

Posicionamento da Casa Branca

Na véspera, a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, declarou que Washington está disposto a “usar todo o seu poder” para conter o envio de drogas aos Estados Unidos. Segundo ela, os três navios transportam cerca de 4 000 militares e operam em águas caribenhas próximas à Venezuela.

Leavitt reiterou que, para o governo norte-americano, o “regime de Maduro” funciona como um “cartel de drogas” e que o líder venezuelano, considerado “foragido” pela Justiça dos EUA, não é reconhecido como presidente legítimo.

Bolívia critica envio de navios de guerra dos EUA ao Caribe e chama acusações contra Maduro de “infâmias” - Imagem do artigo original

Imagem: EPA EFE via gazetadopovo.com.br

Alinhamento político

Aliado de Maduro, Arce recebeu o chanceler venezuelano, Yván Gil, em 6 de agosto, durante as comemorações do bicentenário da independência boliviana.

Com a troca de declarações, cresce a tensão diplomática entre La Paz e Washington em torno da presença militar dos Estados Unidos no Caribe.

Com informações de Gazeta do Povo