A Alemanha declarou nesta segunda-feira (16) que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) não deve ser envolvida na ofensiva de Estados Unidos e Israel contra o Irã, rejeitando qualquer envio de tropas ou navios ao Oriente Médio.
“A Otan é uma aliança de defesa territorial dos Estados membros; não há mandato para atuar nessa operação”, afirmou o porta-voz do governo, Stefan Kornelius, durante coletiva em Berlim.
Horas depois, o chanceler Friedrich Merz reforçou a posição: “Nem os Estados Unidos nem Israel consultaram a Alemanha antes dos ataques, portanto não há discussão sobre contribuição militar alemã. Não o faremos”.
Ponto de tensão: Estreito de Ormuz
O posicionamento alemão surgiu após o presidente norte-americano Donald Trump pedir que a Otan participe de uma missão para reabrir o Estreito de Ormuz, rota por onde circula cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito do planeta. Teerã vem ameaçando embarcações que transitam pela passagem marítima.
Trump advertiu que a aliança enfrentará “um futuro muito ruim” se os parceiros europeus não ajudarem a garantir a segurança da área, lembrando que Washington “protege os aliados há décadas”.
Europa descarta ampliar operações navais
A chefe da diplomacia da União Europeia, Kaja Kallas, também afastou a hipótese de estender o mandato das missões navais do bloco para o Estreito de Ormuz, defendendo uma solução diplomática para conter a escalada.
Governos de Itália, Espanha, Grécia, Suécia e Dinamarca já indicaram que não pretendem enviar navios de guerra à região, temendo que uma intervenção amplie o conflito e arraste a Otan para uma guerra fora do território de seus membros.
O bloqueio parcial de Ormuz tem pressionado os preços do petróleo no mercado internacional.
Com informações de Gazeta do Povo