A Embaixada dos Estados Unidos na Venezuela voltou a hastear a bandeira norte-americana neste sábado, 14 de março de 2026, encerrando um intervalo de sete anos sem o símbolo nacional no mastro da representação em Caracas. O ato sela o restabelecimento das relações diplomáticas entre Washington e o governo venezuelano, interrompidas em 2019.
Quem participou — A cerimônia foi conduzida pela encarregada de Negócios dos EUA, Laura Dogu. Segundo a diplomata, a bandeira havia sido arriada pela última vez em 14 de março de 2019. “Na manhã de 14 de março de 2026, no mesmo horário, minha equipe e eu hasteamos novamente a bandeira dos Estados Unidos, exatamente sete anos depois de ela ter sido retirada”, declarou Dogu, que chegou à capital venezuelana no fim de janeiro com a missão de reabrir a chancelaria.
Passos seguintes — Pouco depois da chegada da diplomata, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, indicou o ex-chanceler Félix Plasencia como representante venezuelano em Washington, completando a troca de emissários.
Avanços na cooperação — Em fevereiro, o secretário de Energia dos EUA, Chris Wright, esteve em Caracas e assinou com Rodríguez um acordo de parceria energética de longo prazo. No mês seguinte, o secretário do Interior norte-americano, Doug Burgum, visitou o país para ampliar a agenda de cooperação.
Também em fevereiro, o comandante do Comando Sul dos Estados Unidos, general Francis Donovan, reuniu-se com autoridades venezuelanas para tratar de temas como migração e combate ao narcotráfico.
Contexto do rompimento — Os laços diplomáticos foram cortados no início de 2019, quando o governo Trump reconheceu o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela. Em resposta, Nicolás Maduro rompeu relações com Washington. O ex-mandatário venezuelano foi capturado por forças norte-americanas em janeiro deste ano, em Caracas, durante uma operação coordenada pelo governo Trump.
A retomada do hasteamento da bandeira simboliza, portanto, a normalização formal dos contatos bilaterais e o reinício do diálogo institucional entre os dois países.
Com informações de Gazeta do Povo