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Banco Mundial prevê desaceleração no Brasil em 2026 e aponta Argentina como exceção de alta

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Brasília – O Relatório de Perspectivas Econômicas para a América Latina e o Caribe, divulgado pelo Banco Mundial nesta semana, projeta crescimento modesto para a região em 2026 e traça cenários opostos para Brasil e Argentina, respectivamente primeira e terceira maiores economias latino-americanas.

Segundo o documento, “as perspectivas de crescimento permanecem limitadas” apesar de condições globais de financiamento um pouco mais favoráveis e preços de commodities ainda sustentados. A combinação, diz a instituição, resultará em ganhos de renda per capita praticamente nulos no próximo biênio.

Argentina puxa a fila das exceções

O relatório classifica a Argentina como “principal exceção positiva”. Após dois anos seguidos de retração, o país deve avançar 4,4 % em 2025 e manter ritmo de 3,6 % em 2026 e 3,7 % em 2027, embalado por medidas de estabilização e reformas que melhoraram expectativas e condições financeiras.

Brasil e México: crescimento sob pressão

Para o Brasil, o Banco Mundial antevê novo arrefecimento do Produto Interno Bruto. A expansão projetada cai de 2,3 % em 2025 para 1,6 % em 2026 e sobe ligeiramente a 1,8 % em 2027. O organismo cita “condições financeiras internas restritivas, espaço fiscal limitado e incertezas na política comercial” como fatores que travam o desempenho brasileiro.

O México, segunda maior economia da região, enfrenta desafios semelhantes, também associados ao aperto nas condições domésticas de crédito e a restrições fiscais.

Outros focos de dinamismo

Entre as economias menores, o estudo destaca que o Paraguai segue superando a média regional, enquanto Costa Rica, El Salvador, Guatemala e Honduras mantêm crescimento relativamente robusto.

No caso de El Salvador, o Banco Mundial aponta que melhorias na segurança interna impulsionaram turismo, varejo e investimentos voltados ao comércio exterior. A forte entrada de remessas também aumentou a liquidez doméstica, mitigando antigas limitações à atividade econômica.

Com projeções divergentes para os principais países, a instituição reforça que a América Latina e o Caribe continuarão a enfrentar desafios para acelerar o ritmo de expansão e elevar o bem-estar de suas populações em 2026.

Com informações de Gazeta do Povo