As companhias aéreas Avianca e LATAM retomaram neste domingo, 4 de janeiro de 2026, os voos comerciais para as ilhas caribenhas de Aruba, Curaçao e Porto Rico. As operações haviam sido suspensas um dia antes, quando os Estados Unidos passaram a restringir o espaço aéreo na região.
A Administração Federal de Aviação (FAA) impôs as limitações no sábado (3) em resposta à operação militar conduzida por Washington contra alvos na Venezuela, ação que culminou na captura do ditador Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ao anunciar a medida, o secretário de Transportes norte-americano, Sean Duffy, declarou que o bloqueio buscava “assegurar a segurança do público em voo”.
Com a suspensão das restrições já no domingo, a Avianca comunicou que retomou imediatamente suas rotas de ida e volta para os três destinos, além de iniciar o processo de realocação de passageiros afetados em voos regulares e extras.
Em nota, a LATAM informou que restabeleceu a malha normal e programou para segunda-feira (5) um voo adicional para Aruba e outro para Curaçao, ambos de ida e volta, a fim de atender viajantes que ficaram sem transporte durante o fim de semana.
Impacto nos aeroportos
Porto Rico foi o ponto mais atingido pelas restrições temporárias: pelo menos 357 voos foram afetados no Aeroporto Internacional Luis Muñoz Marín, o principal da ilha. Em Aruba, território do Reino dos Países Baixos, 89 voos tiveram de ser cancelados, muitos deles operados pela holandesa KLM.
Após a ação militar, Maduro e Cilia Flores foram levados por via marítima e aérea aos Estados Unidos. O casal está em Nova York, onde responderá a acusações de narcotráfico e outros crimes federais.
Com a liberação do tráfego aéreo, as companhias projetam normalizar completamente suas operações nos próximos dias.
Com informações de Gazeta do Povo