Canberra — O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, apresentou nesta sexta-feira (19) um pacote de medidas para conter o antissemitismo e o discurso de ódio no país, quatro dias depois do atentado contra um evento judaico na praia de Bondi, em Sydney, que deixou 16 mortos, entre eles um dos dois atiradores.
Reação ao ataque
Na quinta-feira (18), o Estado Islâmico assumiu a autoria do ataque ocorrido no domingo (14). Em nota, o grupo classificou a ação como “motivo de orgulho”. Albanese afirmou que “os australianos estão chocados e furiosos” e prometeu “fazer mais para erradicar o mal do antissemitismo” no país.
Novo pacote legislativo
Entre as principais iniciativas anunciadas estão:
• permissão para que as autoridades persigam pregadores extremistas;
• possibilidade de negar ou cancelar vistos de pessoas que promovam ódio e divisão;
• criação de um registro de organizações cujos dirigentes disseminem discurso de ódio;
• tipificação, como crime federal, da difamação grave baseada em origem étnica e da defesa da supremacia racial.
As propostas seguem recomendações de um relatório da comissária governamental para combate ao antissemitismo, que acompanhou o anúncio. O Conselho Judaico da Austrália manifestou apoio às medidas.
Datas oficiais de luto
Albanese instituiu 21 de dezembro como dia de reflexão pelas vítimas, quando as bandeiras em edifícios públicos da Austrália e de Nova Gales do Sul serão hasteadas a meio-mastro. Um dia nacional de luto foi também marcado para o feriado de Ano-Novo.
Recompra de armas
O premiê lançou ainda um programa de recompra de armas, descrito como o maior desde 1996. Estados e territórios recolherão os armamentos, enquanto a Polícia Federal ficará responsável pela destruição. Estima-se que haja mais de 4 milhões de armas de fogo em circulação no país.
“Os terríveis eventos de Bondi mostram que precisamos tirar mais armas das nossas ruas”, declarou Albanese.
Com informações de Gazeta do Povo