No 13º dia da guerra no Oriente Médio, uma nova série de ofensivas incendiárias atingiu a região do Golfo Pérsico e voltou a pressionar o mercado de energia. Dois petroleiros foram incendiados em águas territoriais do Iraque na manhã desta quinta-feira, 12 de março de 2026, fazendo o barril do Brent ultrapassar novamente a marca de US$ 100.
Fontes militares informaram à emissora Al Iraqiya que ao menos uma pessoa morreu e 37 marinheiros foram resgatados após os ataques. Em resposta, a Companhia Geral de Portos do Iraque (GCPI) suspendeu todas as operações nos terminais de petróleo do país, mantendo apenas os portos comerciais em funcionamento.
A UK Maritime Trade Operations (UKMTO), entidade britânica que monitora a segurança naval, divulgou alerta sobre uma colisão envolvendo um navio porta-contêineres a poucos quilômetros da costa dos Emirados Árabes Unidos, elevando a preocupação de armadores que circulam pela região.
Rota estratégica em risco
Os incidentes ocorreram próximo ao Estreito de Ormuz, corredor que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por onde transita, em períodos de estabilidade, cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito movimentado no mundo.
Alvos em Dubai, Bahrein, Kuwait e Omã
Na mesma madrugada, o Irã lançou outra sequência de ataques contra países vizinhos. Em Dubai, um edifício residencial foi atingido. No Bahrein, tanques de combustível localizados em uma instalação próxima à capital pegaram fogo, enquanto no Kuwait um prédio também foi danificado.
O Ministério da Defesa da Arábia Saudita relatou a interceptação de pelo menos 18 drones sobre seu território. Ainda nesta quinta, um ataque com drone provocou chamas em reservatórios de combustível no porto de Salalah, em Omã.
Embora as autoridades locais não tenham divulgado um balanço completo dos danos, analistas de mercado apontam que a continuidade das ofensivas mantém a oferta global de petróleo sob risco imediato, sustentando os preços em patamares elevados.
Com informações de Gazeta do Povo