Um tiroteio em uma escola que também funciona como igreja católica em Minneapolis, na quarta-feira, 27 de agosto de 2025, voltou a chamar atenção para a escalada de violência contra templos cristãos nos Estados Unidos.
De acordo com o diretor do FBI, Kash Patel, que se pronunciou na rede social X poucas horas depois, o caso é tratado como terrorismo doméstico e crime de ódio contra católicos.
No ataque, duas crianças – uma de oito e outra de dez anos – morreram. Outras 14 crianças e três adultos ficaram feridos.
Levantamento mostra crescimento de 730% em seis anos
Dados divulgados neste mês pelo Family Research Council (FRC) indicam que agressões a igrejas de diferentes denominações cristãs aumentaram 730% entre 2018 e 2024. O relatório registrou:
- 2018: 50 ocorrências
- 2019: 83
- 2020: 55
- 2021: 98
- 2022: 198
- 2023: 485
- 2024: 415
Embora 2024 tenha apresentado ligeira redução em relação a 2023, os números permanecem muito superiores aos dos anos anteriores. Entre os incidentes de 2023, os mais frequentes foram vandalismo (284), incêndio criminoso (55), disparos de arma de fogo (28) e ameaças de bomba (14).
Menos fiéis e mais hostilidade cultural
O FRC avalia que o fenômeno ocorre em um cenário de queda na participação religiosa. Citando o Instituto Gallup, o órgão lembra que, há duas décadas, 42% dos adultos norte-americanos frequentavam cultos regularmente; hoje o índice é de 30%.
A entidade também menciona manifestações da cultura pop que considera ofensivas ao cristianismo, como o clipe “J Christ”, do rapper Lil Nas X, divulgado em 2024, e o vídeo “Demons”, da cantora Doja Cat, marcado por referências demoníacas.

Imagem: Fábio Galão
Resposta da Casa Branca
Em fevereiro, o presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva que criou uma força-tarefa para combater o preconceito anticristão dentro do governo federal. “Minha administração não tolerará a instrumentalização anticristã do governo nem condutas ilegais contra cristãos”, declarou o presidente no documento, reforçando que a lei garante liberdade para o exercício da fé.
Trump afirmou ainda que medidas, políticas ou práticas direcionadas contra cristãos serão identificadas, encerradas e corrigidas.
O ataque em Minneapolis reacendeu o debate sobre a necessidade de proteção a locais de culto em todo o país.
Com informações de Gazeta do Povo