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Ataque ao Irã faz mercado temer barril de petróleo a US$ 100

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O bombardeio lançado neste sábado (28) por Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã acendeu o alerta no mercado de energia. Analistas avaliam que a cotação do Brent pode saltar para US$ 100 por barril, ante os US$ 72,48 registrados no fechamento de sexta-feira (27), o que representaria valorização superior a 37 %.

Oferta em risco

Detentor de 10 % das reservas globais de petróleo bruto, o Irã produz cerca de 3,3 milhões de barris por dia, volume que sustenta a economia do país. Entre 80 % e 90 % dessa produção segue para a China.

Embora a Europa não compre petróleo iraniano diretamente, a redução da oferta persa teria impacto mundial porque Teerã é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). O efeito pode ser ampliado se o governo iraniano decidir bloquear o Estreito de Ormuz, rota por onde passa aproximadamente 20 % do petróleo negociado no planeta.

Projeções de especialistas

Para Raymond Torres, diretor de Análise Econômica da fundação espanhola Funcas, qualquer interrupção na capacidade de produção iraniana pressionará imediatamente os preços. “Se a oferta cair, o barril tende a alcançar os US$ 100”, afirmou.

Manuel Pinto, analista da corretora XTB, reforça que um fechamento do Estreito de Ormuz seria suficiente para provocar forte alta no valor do combustível.

Impacto na inflação

Valores mais altos para o petróleo costumam elevar custos de transporte e combustíveis, podendo alimentar a inflação. O professor Juan Carlos Martínez Lázaro, da IE University, alerta que bancos centrais podem rever políticas monetárias e considerar novos aumentos de juros caso a escalada persista.

Contexto geopolítico

Nos últimos anos, picos de US$ 100 foram registrados em momentos de tensão, como a invasão da Ucrânia pela Rússia em 2022, os conflitos no Oriente Médio entre 2011 e 2014 e a crise de 2008. A reação inicial dos mercados deve ser observada já na abertura das negociações desta segunda-feira (1º), período em que, tradicionalmente, ativos considerados porto seguro, como o ouro, também costumam ganhar força.

Com informações de Gazeta do Povo