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Ataque dos EUA à Venezuela provoca reações opostas de líderes ao redor do mundo

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03/01/2026 – Chefes de Estado e autoridades de diversas regiões reagiram nesta sexta-feira ao bombardeio norte-americano contra a Venezuela e à captura do presidente Nicolás Maduro, anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. As manifestações variaram entre dura condenação, apelos à moderação e declarações de apoio à ação.

Condenação da América Latina

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, classificou o ataque como “afronta gravíssima” à soberania venezuelana. Em publicação na rede X, Lula afirmou que a investida “ultrapassa uma linha inaceitável” e abre “precedente extremamente perigoso” para a comunidade internacional.

No Chile, o presidente Gabriel Boric declarou que as operações militares violam princípios básicos do direito internacional, como a proibição do uso da força. Já o colombiano Gustavo Petro determinou o reforço da segurança na fronteira, temendo fluxo massivo de refugiados após os bombardeios a Caracas e outras cidades.

Em Cuba, Miguel Díaz-Canel denunciou o episódio como “terrorismo de Estado” e pediu reação urgente da comunidade internacional contra o que chamou de ataque criminoso aos venezuelanos.

Apoio explícito

Em sentido oposto, o presidente argentino Javier Milei celebrou a captura de Maduro. “A liberdade avança. Viva a liberdade, c…”, escreveu na mesma rede social, mantendo seu tom habitual.

Posição europeia

A vice-presidente da União Europeia relatou ter conversado com o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e reiterou que Bruxelas considera Maduro sem legitimidade. Ainda assim, pediu respeito ao direito internacional e alertou que a prioridade é garantir a segurança dos cidadãos europeus que vivem na Venezuela.

O governo da Espanha também apelou à moderação e se dispôs a atuar como mediador para uma solução negociada. “A Espanha está disposta a oferecer seus bons ofícios para alcançar uma saída pacífica e negociada para a crise atual”, afirmou em nota oficial.

Moscou critica e cobra explicações

O Ministério das Relações Exteriores da Rússia declarou estar “profundamente preocupado” com a “agressão militar” norte-americana. Moscou defendeu o diálogo como única via para evitar escalada regional e solicitou esclarecimentos sobre a prisão de Maduro pelas autoridades dos EUA.

Enquanto o cenário evolui, capitais de todo o mundo monitoram a situação, em meio a temores de novos enfrentamentos e impactos humanitários na fronteira venezuelana.

Com informações de Gazeta do Povo