Tegucigalpa — O conservador Nasry “Tito” Asfura tomou posse na tarde desta terça-feira (27) como presidente de Honduras para o período 2026-2030 e, no mesmo ato, anunciou um amplo ajuste fiscal que prevê a eliminação de 38 órgãos estatais e medidas de austeridade para reduzir o gasto público.
A cerimônia, realizada na sede do Parlamento hondurenho, foi deliberadamente discreta e sem a presença de chefes de Estado estrangeiros, sinal que, segundo a equipe de governo, reforça o compromisso com a contenção de despesas.
Reestruturação da máquina pública
Com o plano, a estrutura administrativa do país será reduzida de 113 para 74 entidades, integrando funções consideradas essenciais e encerrando órgãos com atribuições sobrepostas. A equipe econômica calcula economia de US$ 567 milhões, parte destinada ao pagamento de dívidas trabalhistas pendentes.
Primeiros atos no cargo
No discurso de posse, Asfura destacou prioridades em segurança, economia e saúde. Ele prestou juramento com a mão sobre uma Bíblia, afirmando: “Honduras, estamos aqui para servi-la”. Logo em seguida, assinou decreto que autoriza a venda do avião presidencial adquirido no governo de Juan Orlando Hernández.
A lista completa das instituições que serão extintas ou incorporadas deve ser publicada após a instalação formal do novo gabinete, informaram membros da transição.
Contexto político
Asfura venceu as eleições gerais de 30 de novembro de 2025 em meio a atraso na divulgação dos resultados e acusações de fraude por parte da então presidente, Xiomara Castro, de esquerda. Na véspera da posse, porém, Castro desejou sorte ao sucessor.
Durante o período de transição, o novo mandatário visitou Estados Unidos e Israel em busca de parcerias nos setores de investimento, infraestrutura, energia, agroindústria e tecnologia.
Com informações de Gazeta do Povo