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Arquivos sobre Jeffrey Epstein abalam líderes políticos nos EUA e na Europa

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04/02/2026 — A liberação de milhões de documentos do caso Jeffrey Epstein pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos colocou em xeque autoridades de diferentes países, gerando crises que vão da Casa Branca a palácios reais europeus.

Figuras centrais nos Estados Unidos

O atual presidente Donald Trump aparece nos arquivos em fotografias, convites e mensagens dos anos 1990 e início dos 2000. Ele nega envolvimento em crimes e contesta a autenticidade de parte do material.

O ex-presidente Bill Clinton confirmou viagens em aeronaves de Epstein para ações da Fundação Clinton, mas disse nunca ter visitado a ilha do financista. Já Hillary Clinton declarou não manter relação relevante com Epstein. Pressionados, ambos aceitaram depor no Congresso.

Também são citados nomes como Howard Lutnick (secretário de Comércio), Elon Musk, Bill Gates, o ex-secretário do Tesouro Larry Summers e Steve Bannon. Nenhum foi formalmente acusado.

Turbulência no Reino Unido

No Reino Unido, a maior pressão recai sobre Peter Mandelson, ex-ministro trabalhista, que recebeu dinheiro de Epstein e trocou mensagens frequentes com o financista. Ele é alvo de investigações da polícia britânica e da União Europeia.

O caso atinge o governo do premiê trabalhista Keir Starmer, que admitiu conhecer os vínculos de Mandelson. Deputados de diferentes partidos cobram explicações sobre a nomeação do ex-ministro para cargos de destaque.

A monarquia britânica voltou a ser questionada após novas fotos do ex-príncipe Andrew com Epstein virem a público.

Crise na Noruega

Os registros mostram que a princesa herdeira Mette-Marit hospedou-se em propriedade de Epstein mesmo após a condenação dele em 2008. Pesquisas indicam que 47,6% dos noruegueses agora contestam sua futura ascensão ao trono. Ela pediu desculpas publicamente e o primeiro-ministro Jonas Gahr Støre criticou sua postura.

Em meio à polêmica, o Parlamento norueguês rejeitou proposta que discutia a manutenção da monarquia.

Eslováquia sob pressão

Na Eslováquia, o ex-chanceler Miroslav Lajčák renunciou ao cargo de conselheiro de segurança nacional após a divulgação de mensagens trocadas com Epstein entre 2018 e 2019. Os documentos também citam o presidente Peter Pellegrini e o primeiro-ministro Robert Fico, que negam relação direta.

Eleições de meio de mandato nos EUA

Com pleito legislativo marcado para este ano, democratas usam os novos arquivos para atacar o governo Trump, enquanto republicanos miram Bill Clinton. Pesquisa da Fox News de 29 de janeiro aponta 52% de intenção de voto em candidatos democratas contra 46% nos republicanos.

Especialistas ouvidos pelo mercado avaliam que o impacto eleitoral tende a ser limitado e mais intenso sobre quem ocupa o poder.

As investigações seguem nos dois lados do Atlântico, e novos desdobramentos são aguardados conforme a análise dos documentos avança.

Com informações de Gazeta do Povo