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Maduro manda deter cidadãos dos EUA; Washington cogita declarar prisões ilegais

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Autoridades venezuelanas prenderam vários cidadãos norte-americanos desde o início da recente ofensiva militar dos Estados Unidos no Caribe. A informação foi divulgada pelo jornal The New York Times, que citou uma fonte venezuelana sob anonimato.

Segundo essa fonte, Washington avalia classificar ao menos dois dos detidos como “prisioneiros injustamente encarcerados”, entendimento que abriria caminho para ações diplomáticas mais contundentes. O governo dos EUA considera que o presidente Nicolás Maduro usa os estrangeiros como moeda de troca em negociações bilaterais.

Quem são os detidos

Entre os presos há três pessoas com dupla cidadania (venezuelana e norte-americana) e dois cidadãos dos EUA sem vínculos conhecidos com o país sul-americano. Um deles seria o nova-iorquino James Luckey-Lange, 28 anos, que viajava pela Venezuela em dezembro e está na lista dos possíveis casos que Washington pode considerar como detenção ilegal.

Contexto de tensão

As detenções ocorreram após o lançamento da operação norte-americana “Lança do Sul”, mobilização militar destinada a combater o narcotráfico que parte de Colômbia e Venezuela. Durante a ação, os EUA afirmam ter destruído quase 40 embarcações suspeitas e matado cerca de 110 ocupantes, além de ordenar a apreensão de petroleiros sancionados que transportem petróleo venezuelano.

Paralelamente, o governo do presidente Donald Trump pressiona pela saída de Maduro e de seus aliados, acusados de liderar o chamado “Cartel dos Sóis”, suposta rede de narcotráfico infiltrada nas Forças Armadas venezuelanas.

Histórico de troca de prisioneiros

Quase um ano antes das atuais detenções, Trump fechou acordo com Caracas que garantiu a libertação de 17 pessoas com cidadania ou residência permanente nos EUA. Agora, a Casa Branca avalia repetir a estratégia diante das novas prisões.

Com informações de Gazeta do Povo