O governo alemão se posicionou a favor de Israel depois do bombardeio ao hospital Nasser, em Khan Younis, no sul da Faixa de Gaza, que deixou 20 mortos na segunda-feira (25). Em coletiva nesta terça-feira (26), o primeiro-ministro Friedrich Merz afirmou confiar que o objetivo da ofensiva não foi atingir civis e pediu aguardar a investigação anunciada por Tel Aviv antes de formular um “julgamento final”.
“O Exército e o governo israelenses se comprometeram a conduzir uma investigação abrangente sobre este incidente”, destacou Merz, em Berlim.
Condenação de França e Reino Unido
No mesmo dia, o presidente francês, Emmanuel Macron, classificou o ataque como “intolerável”. Ele enfatizou a necessidade de proteção a civis e jornalistas, lembrando que cinco profissionais de imprensa estão entre as vítimas.
Pelo Reino Unido, o ministro das Relações Exteriores, David Lammy, declarou na rede X estar “horrorizado” com a ação. “Civis, profissionais de saúde e jornalistas precisam ser protegidos. Precisamos de um cessar-fogo imediato”, escreveu.
Israel fala em “acidente trágico”
Um dia antes, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, expressou condolências e chamou o episódio de “acidente trágico”. Segundo ele, as Forças de Defesa de Israel realizam uma investigação “exaustiva” e ressaltou que a guerra do país “é contra os terroristas do Hamas”.

Imagem: Bruno Sznajderman
O Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, acusou Israel de bombardear o hospital e lançar um segundo ataque quando socorristas e repórteres chegaram ao local. A pasta confirmou 20 mortos, incluindo cinco jornalistas. Horas depois, as forças israelenses reconheceram a autoria do bombardeio e lamentaram “qualquer dano a pessoas não envolvidas com o terrorismo”.
Com informações de Gazeta do Povo