Home / Internacional / Advogado de Trump diz que Brasil trava notificação de Moraes em ação nos EUA

Advogado de Trump diz que Brasil trava notificação de Moraes em ação nos EUA

ocrente 1760490335
Spread the love

Brasília – O advogado norte-americano Martin De Luca, representante das plataformas Rumble e Truth Social, acusou nesta terça-feira (14) o governo brasileiro de dificultar a entrega de uma citação judicial ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada a um processo que corre na Justiça Federal da Flórida.

Segundo De Luca, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve em sigilo o pedido de notificação enviado pelos Estados Unidos em julho e, desde então, não deu andamento ao procedimento previsto pela Convenção da Haia, da qual o Brasil é signatário desde 2019. “Uma formalidade rotineira está sendo tratada como um perigo mortal”, escreveu o advogado na rede social X.

Pedido parado no STJ

Documentos enviados pela corte norte-americana chegaram ao STJ em 15 de agosto. O processo está sob análise do presidente da corte, ministro Herman Benjamin, responsável por decidir se concede o exequatur – autorização para que a citação seja efetivada.

Reportagem da CNN Brasil indica que o STJ encaminhou o caso à Procuradoria-Geral da República (PGR) para parecer, a pedido da Advocacia-Geral da União (AGU). O processo tramita em segredo de Justiça desde 29 de setembro. O conteúdo do parecer da PGR não foi divulgado.

Ação nos Estados Unidos

Rumble e Truth Social ajuizaram a ação na Flórida alegando que decisões de Moraes no STF seriam abusivas e violariam a liberdade de expressão, inclusive de empresas norte-americanas. A citação é necessária para que o ministro seja oficialmente informado do processo.

Pressão sobre autoridades dos EUA

Em sua publicação, De Luca marcou o senador Marco Rubio e o vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, pedindo que cobrem explicações de Brasília. Para o advogado, a demora demonstra “como o Estado de Direito foi profundamente comprometido” para proteger Moraes, acusado por ele de “criminalizar a dissidência”.

De Luca sustenta que não há base legal para o sigilo imposto pelo STJ nem para a participação da PGR, afirmando que a Convenção da Haia exige celeridade e ausência de interferência política em pedidos internacionais de citação.

O STJ não comentou publicamente o caso. A PGR e a AGU também não se pronunciaram até a última atualização desta reportagem.

Com informações de Gazeta do Povo