Nova York – A rede norte-americana ABC, controlada pela Disney, suspendeu o talk show “Jimmy Kimmel Live” por tempo indeterminado nesta quarta-feira (17), depois de comentários do apresentador sobre Tyler Robinson, detido sob acusação de assassinar o influenciador conservador Charlie Kirk.
Em edição exibida na segunda-feira (15), Jimmy Kimmel afirmou que “a gangue MAGA” estaria “tentando desesperadamente caracterizar o garoto que assassinou Charlie Kirk como algo diferente de um deles” para “ganhar pontos políticos”. O comentário gerou reação imediata de afiliadas e autoridades federais.
Pressão de afiliadas e da FCC
Logo após a fala, a Nexstar Media Group — operadora de 32 emissoras ligadas à ABC — comunicou que deixaria de transmitir o programa. “Os comentários do senhor Kimmel sobre a morte do senhor Kirk são ofensivos e insensíveis em um momento crítico do nosso discurso político nacional”, declarou Andrew Alford, presidente da divisão de radiodifusão da companhia.
Antes mesmo do anúncio da rede, o presidente da Comissão Federal de Comunicações (FCC), Brendan Carr, disse ao podcaster Benny Johnson que as palavras de Kimmel representam “a conduta mais doentia possível” e sugeriu a possibilidade de rever as licenças das afiliadas caso a Disney não tomasse providências. “Podemos fazer isso da maneira fácil ou da maneira difícil”, afirmou.
Repercussão política
Na plataforma Truth Social, o ex-presidente Donald Trump celebrou a suspensão do programa. “Parabéns à ABC por finalmente ter a coragem de fazer o que precisava ser feito. Kimmel não tem nenhum talento e tem audiência pior que a do Colbert, se é que isso é possível”, escreveu Trump, pedindo ainda que NBC cancele os programas de Jimmy Fallon e Seth Meyers.
O FBI e autoridades de Utah, onde ocorreu o crime, apontam que as investigações indicam inclinação política de esquerda por parte de Tyler Robinson. Trump, por outro lado, atribuiu o assassinato de Kirk à “retórica da esquerda radical”.
Até o momento, a ABC não informou quando — ou se — “Jimmy Kimmel Live” voltará ao ar.
Com informações de Gazeta do Povo