O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que todo o material recolhido pela Polícia Federal (PF) na segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada em 4 de janeiro, seja encaminhado diretamente à Procuradoria-Geral da República (PGR).
A medida revoga a ordem anterior, que mandava lacrar e guardar os itens na sede do STF. De acordo com o despacho, a transferência atende a pedido do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, que alertou para possíveis prejuízos à investigação caso os dispositivos permanecessem sem perícia.
Itens apreendidos
Na operação que mira suposta gestão fraudulenta, desvio de valores e lavagem de dinheiro no Banco Master, foram apreendidos:
- 39 celulares;
- 31 computadores;
- 30 armas de fogo;
- R$ 645 mil em espécie;
- 23 veículos avaliados em aproximadamente R$ 16 milhões.
Cautelas para preservação das provas
Toffoli impôs cuidados específicos à custódia dos equipamentos eletrônicos. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, deverá assegurar que os aparelhos permaneçam:
- eletricamente carregados;
- em modo avião, sem conexão a redes telefônicas ou Wi-Fi.
Segundo o ministro, o envio direto à PGR permitirá uma “visão sistêmica” dos indícios já reunidos sobre o esquema investigado, que teria se utilizado de vulnerabilidades do mercado de capitais e de falhas na fiscalização para movimentar recursos de forma ilícita.
A perícia dos dados começará após a chegada do acervo à PGR, sem necessidade de nova autorização judicial.
Com informações de Gazeta do Povo