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Sinqia registra invasão em sistema que integra bancos ao Pix e investiga possível desvio de recursos

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A Sinqia, empresa responsável por conectar diversas instituições financeiras ao Pix, comunicou ter encontrado “atividades suspeitas” em sua plataforma na sexta-feira (29). O episódio ocorre quase dois meses após o ataque à C&M, que resultou no desvio de cerca de R$ 1 bilhão do sistema financeiro.

Em nota encaminhada ao portal Neo Feed, primeiro veículo a relatar a invasão, a companhia afirmou que o incidente atinge “um número limitado de instituições financeiras”, sem revelar nomes. Segundo a Sinqia, a ação criminosa está restrita ao ambiente dedicado ao Pix. “Não há evidências de atividade suspeita em outros sistemas da Sinqia, e o problema afeta apenas a operação no Brasil. Neste momento, não temos indicação de comprometimento de dados pessoais”, informou.

A empresa não detalhou se houve retirada de valores. De acordo com apuração do Neo Feed, até a manhã de sábado (30) os invasores teriam transferido aproximadamente R$ 400 milhões do HSBC para contas de laranjas, quantia que pode aumentar.

Especialistas classificam a ação como “ataque à cadeia de suprimentos”, em que criminosos acessam vários bancos por meio de um provedor de serviços. Para utilizar o Pix, instituições financeiras contratam empresas terceirizadas como a Sinqia.

Fundada em 1996, a Sinqia foi adquirida pela multinacional porto-riquenha Evertec em 2023 por R$ 2,4 bilhões. Até a tarde de sábado, o Banco Central não havia se manifestado sobre o incidente.

Com informações de Gazeta do Povo