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Setor produtivo reúne 1.174 entidades e apoia PEC que amplia negociação da jornada de trabalho

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Um bloco de 1.174 entidades empresariais, articulado pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB), divulgou nesta segunda-feira (8) um manifesto em defesa da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 12/2026, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). O texto permite que empregado e empregador definam, por acordo, a forma de compensar horas e a duração da jornada, sem alterar o limite semanal de 44 horas hoje previsto na Constituição.

A mobilização do setor privado surge em meio ao debate sobre o fim da escala 6×1 – seis dias de trabalho por um de descanso – proposta que enfrenta resistência de legendas liberais e de empresários, que temem queda do Produto Interno Bruto caso a jornada máxima seja gradualmente reduzida de 44 para 40 horas, com dois dias consecutivos de folga.

Principais pontos da PEC 12

O projeto de Marinho acrescenta três parágrafos ao artigo 7º da Constituição:

  • Compensação de horários e redução da jornada poderão ser acordadas individualmente, via convenção coletiva ou por pacto direto entre as partes, prevalecendo o contrato individual sobre negociações coletivas.
  • Em caso de redução da jornada, o valor mínimo da hora trabalhada deve ser proporcional ao salário mínimo nacional ou ao piso da categoria, servindo de base para o cálculo de todos os benefícios trabalhistas.
  • A jornada poderá ser flexível, desde que respeitado o teto de 44 horas semanais.

Manifesto “Uma carta para o Brasil que acorda cedo”

No documento, as entidades defendem que a proposta garante “liberdade de escolha” ao trabalhador sem retirar direitos previstos na CLT, como 13º salário, férias e FGTS. O texto também critica projetos que pretendem instituir uma escala única de trabalho, argumentando que a rigidez elevaria custos de produtos e serviços.

O manifesto pede aos senadores que aprovem a PEC 12 e qualifica a iniciativa como “modernização do trabalho” capaz de acomodar diferentes necessidades profissionais e pessoais dos brasileiros.

A proposta ainda aguarda definição de calendário no Senado. Paralelamente, tramita outra PEC que extingue a escala 6×1 e reduz a carga horária semanal, tema considerado de forte apelo eleitoral por lideranças da direita e da esquerda.

Com informações de Gazeta do Povo