Manter a saúde das finanças torna-se ainda mais desafiador depois da aposentadoria. Para ajudar quem já passou dos 60 anos a preservar renda e patrimônio, o advogado e especialista em finanças na terceira idade Tyago Barbosa elencou sete recomendações práticas. As orientações foram divulgadas em 20 de agosto de 2025.
1. Priorize a própria estabilidade financeira
É comum que pessoas idosas queiram socorrer filhos, netos e amigos, mas Barbosa alerta: antes de ajudar, é preciso garantir que as próprias contas estejam equilibradas. A lógica, compara ele, é a mesma do uso de máscaras de oxigênio em aviões: primeiro, cuide de si.
2. Redobre a atenção contra golpes
A familiaridade menor com tecnologias pode tornar o público acima de 60 anos alvo fácil de fraudes on-line. O especialista recomenda desconfiar de propostas com vantagens imediatas, evitar clicar em links suspeitos e, sempre que possível, realizar operações financeiras em agências físicas.
3. Registre receitas e despesas
Anotar todos os ganhos e pagamentos, pesquisar preços e optar por marcas mais baratas ajudam a controlar o orçamento. Identificar períodos de maior propensão ao consumo também favorece o autocontrole e a formação de reserva de emergência.
4. Afaste-se de dívidas no cartão de crédito
O não pagamento integral da fatura leva ao uso automático do cheque especial, uma das linhas de crédito mais caras do mercado. A recomendação é quitar o valor total e limitar o cartão a compras essenciais.
5. Use crédito consignado apenas em último caso
Empréstimos com desconto direto na folha podem comprometer boa parte da renda mensal. Para Barbosa, o consignado deve ser acionado somente em situações excepcionais e sempre com planejamento prévio.

Imagem: Marcello Casal Jr. Agência Brasil via gazetadopovo.com.br
6. Prefira renda fixa e diversifique com imóveis
Com a volatilidade dos mercados, aplicações de menor risco, como Tesouro Direto, LCIs e LCAs, ganham relevância. Os títulos isentos de Imposto de Renda oferecem rendimento estável. Quando possível, manter imóveis para aluguel também amplia a segurança financeira.
7. Planeje a sucessão patrimonial
A organização da herança evita disputas judiciais e custos elevados de inventário. Entre as alternativas está a criação de uma holding familiar, pela qual bens, investimentos e imóveis são transferidos para uma empresa administrada pelos herdeiros, garantindo proteção e gestão centralizada.
Barbosa destaca que a falta de planejamento sucessório pode gerar conflitos prolongados entre familiares e redução do patrimônio devido a tributações futuras.
Com informações de Gazeta do Povo