Home / Economia / Renan Calheiros propõe mudança na lei para reforçar fiscalização do Banco Central após caso Master

Renan Calheiros propõe mudança na lei para reforçar fiscalização do Banco Central após caso Master

ocrente 1770148234
Spread the love

Brasília – O presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), defendeu nesta terça-feira (3) a elaboração de um projeto de lei que amplie os poderes de fiscalização do Banco Central (BC) para evitar novas fraudes no sistema financeiro.

A declaração foi feita durante a reabertura dos trabalhos do Congresso Nacional, em sessão marcada pela repercussão da liquidação extrajudicial do Banco Master, decretada pelo BC em novembro de 2025. Para o senador, a intervenção ocorreu “tardiamente”, e é necessário esclarecer por que os órgãos de controle não atuaram antes.

Subcomissão para acompanhar investigações

Calheiros anunciou a criação de uma subcomissão no âmbito da CAE que irá acompanhar as apurações conduzidas pelo BC, Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Polícia Federal (PF) e Tribunal de Contas da União (TCU). O colegiado, instituído por ato do presidente da comissão, será instalado nesta quarta-feira (4) com um plano de trabalho que prevê a requisição de documentos sigilosos com base na Lei Complementar 105/2001.

“Não se trata de CPI; é obrigação desta comissão zelar pela fiscalização do sistema financeiro”, ressaltou o senador, afirmando que o grupo investigará o modelo de negócios do Banco Master “doa a quem doer”.

Modelo de captação no alvo

As investigações apontam que o Banco Master se financiava por meio de Certificados de Depósito Bancário (CDBs) com promessas de retornos elevados, lastreados pela proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). O esquema, segundo parlamentares, expôs fragilidades na legislação que regula a atuação do BC.

Apoio de outros senadores

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) considerou a discussão fundamental: “O foro certo para debater tudo isso é aqui. Uma CPI é transitória; a CAE é permanente”. Já Leila Barros (PDT-DF) classificou o episódio como “maior escândalo financeiro do país” e alertou para o impacto sobre o Banco de Brasília (BRB). Para Esperidião Amin (PP-SC), a subcomissão garantirá investigações contínuas, sem os limites de prazo de uma CPMI.

Integram o grupo os senadores Alessandro Vieira (MDB-SE), Damares Alves (Republicanos-DF), Eduardo Braga (MDB-AM), Esperidião Amin (PP-SC), Fernando Farias (MDB-AL), Leila Barros (PDT-DF) e Randolfe Rodrigues (PT-AP), com possibilidade de ampliação.

Com informações de Gazeta do Povo