Brasília — O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) trabalha para que o Congresso Nacional aprove rapidamente o acordo comercial firmado entre Mercosul e União Europeia, assinado no último sábado, 17 de janeiro de 2026. A proposta deve chegar à Câmara dos Deputados e ao Senado logo após o fim do recesso parlamentar, em fevereiro.
Dentro do Planalto, a avaliação é de que o tratado pode reunir bancadas ideologicamente distantes em torno de uma pauta considerada positiva para o país e, ao mesmo tempo, sinalizar aproximação com o agronegócio — setor que tende a colher ganhos significativos com a abertura de mercado.
Tramitação na Câmara
O líder do PT na Câmara, deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), informou ter conversado com o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que o tema seja apresentado na reunião de líderes marcada para 28 de janeiro. Motta já declarou que pretende dar prioridade à matéria e acelerar sua análise.
Impacto do acordo
O texto prevê a eliminação de tarifas para mais de 90% das trocas comerciais entre os dois blocos. Entre os principais pontos, europeus terão facilidades para exportar automóveis, máquinas, vinhos e bebidas alcoólicas, enquanto países sul-americanos ampliarão o envio de carne, açúcar, arroz, mel e soja ao mercado europeu.
Calendário legislativo
Integrantes do governo admitem que o período de Carnaval pode empurrar o início efetivo dos debates para março, mas apostam em um avanço sem grandes resistências, sobretudo por causa do interesse econômico e da proximidade com as eleições deste ano, quando deputados irão buscar a reeleição.
Senado sinaliza apoio
No Senado, o presidente da Comissão de Relações Exteriores, Nelsinho Trad (PSD-MS), relatou que o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), também está disposto a acelerar a votação, possivelmente ainda no primeiro semestre. O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) reforçou a meta do governo: aprovar a lei de internalização do acordo até junho, permitindo que o tratado entre em vigor no segundo semestre.
Com informações de Gazeta do Povo