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Pix movimenta R$ 35,36 trilhões em 2025 e atinge maior volume desde a criação

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Brasília – O sistema de pagamentos instantâneos Pix registrou em 2025 o maior montante desde sua estreia, em novembro de 2020. Dados do Banco Central (BC) indicam movimentação total de R$ 35,36 trilhões, resultado de 79,8 bilhões de transações.

O desempenho supera em 33,6% tanto o volume financeiro quanto a quantidade de operações de 2024, quando foram movimentados R$ 26,24 trilhões em 63,5 bilhões de pagamentos.

Escalada de fraudes pressiona medidas de segurança

O BC também apontou aumento nas ocorrências de crimes envolvendo o sistema. Somente em 2024, perdas com fraudes somaram R$ 6,5 bilhões, alta de 80% frente a 2023. Em 2025, ocorreu o maior ataque hacker já registrado contra instituições ligadas ao Pix, com desvio estimado em R$ 800 milhões.

Para conter os golpes, passou a ser exigida ampliação dos procedimentos de devolução de valores em casos de fraude ou falhas operacionais. Antes, o ressarcimento dependia exclusivamente da conta de destino, etapa que criminosos contornavam ao sacar ou transferir rapidamente o dinheiro. Outra iniciativa é a “coincidência cadastral”, que obriga a correspondência entre dados das chaves Pix e as informações da Receita Federal, dificultando a abertura de contas com identidades falsas.

Novas funções previstas a partir de 2026

O Banco Central planeja expandir o uso do Pix nos próximos anos. Entre as mudanças avaliadas estão:

  • Cobrança híbrida: QR Code que aceite pagamento via Pix ou boleto, com expectativa de obrigatoriedade a partir de novembro de 2026.
  • Pagamento de duplicatas: liquidação de duplicatas escriturais pelo Pix, reduzindo custos operacionais de empresas.
  • Split tributário: adaptação do sistema ao modelo de recolhimento em tempo real de impostos; a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) deverá ser quitada no ato da compra a partir de 2027.

Também está em debate o Pix Parcelado, visto como alternativa para cerca de 60 milhões de brasileiros sem acesso a cartão de crédito. Embora algumas instituições já ofereçam parcelamento como linha própria de financiamento, o BC estuda padronizar o serviço, ainda sem data definida.

Com os novos recordes de utilização e as funcionalidades em desenvolvimento, o Pix se consolida como principal meio de pagamento do país, ao mesmo tempo em que impõe desafios crescentes na área de segurança financeira.

Com informações de Gazeta do Povo