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PF mira Daniel Vorcaro e investidores em nova etapa da Operação Compliance Zero

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A Polícia Federal deflagrou na manhã de quarta-feira (14) a segunda fase da Operação Compliance Zero, que apura supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, que apontou “absoluta necessidade de diligências urgentes”.

O principal alvo continua sendo o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, já preso na primeira etapa da investigação, em novembro de 2025. Agentes cumpriram mandados de busca em endereços ligados a ele e a familiares, sob suspeita de desvio de recursos da instituição para patrimônio pessoal.

Família e sócio de fundo na lista de mandados

Entre os alvos estão o pai e a irmã de Vorcaro, além do cunhado Fabiano Campos Zettel, fundador da Moriah Asset, gestora que investe em empresas de saúde e bem-estar. Zettel foi preso temporariamente no Aeroporto de Guarulhos quando se preparava para embarcar para os Emirados Árabes Unidos; a prisão visou impedir fuga e preservar o sigilo da operação. Posteriormente, Toffoli concedeu liberdade mediante medidas cautelares, entre elas a entrega do passaporte. A defesa de Zettel afirmou não ter tido acesso aos autos, mas declarou que ele “permanece à disposição das autoridades”.

Empresário Nelson Tanure sob investigação

Outro foco da operação é o investidor Nelson Tanure, conhecido por assumir participações em companhias em dificuldades, como Prio, Dia e Gafisa. Segundo a PF, ele teria recorrido ao Banco Master para operações financeiras usadas na expansão dos negócios, sob suspeita de irregularidades. A reportagem não obteve retorno da defesa de Tanure.

Gestor da Reag também é alvo

A PF cumpriu ainda mandado de busca contra João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos. Ele é investigado por possíveis ligações com fundos e corretoras associadas ao Banco Master. Seu advogado, José Luis Oliveira Lima, informou que o cliente está à disposição da Justiça.

O Banco Master foi colocado em liquidação extrajudicial pelo Banco Central em 2025, após indícios de desvio de recursos, simulação de empréstimos e negociação irregular de carteiras de crédito.

Com informações de Gazeta do Povo