A Polícia Federal concluiu nesta segunda-feira (26) a primeira etapa de depoimentos sobre a negociação de ativos do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB), mas terminou o dia sem colher o depoimento de dois dos quatro investigados previstos.
As oitivas de André Felipe de Oliveira Seixas Maia, ex-funcionário do Master e diretor da Tirreno, e de Henrique Souza e Silva Peretto, proprietário formal da mesma empresa, foram adiadas. As defesas alegaram que ainda não tiveram acesso completo às provas reunidas no inquérito. A PF não definiu nova data para ouvi-los.
Dario Oswaldo Garcia Júnior, diretor de Finanças e Controladoria do BRB, foi o primeiro a falar com os investigadores. O teor de seu depoimento permanece sob sigilo. O executivo havia sido afastado do cargo na fase inicial da Operação Compliance Zero, deflagrada em novembro de 2025.
Já Alberto Felix de Oliveira, superintendente-executivo de Tesouraria do Banco Master, optou por permanecer em silêncio, exercendo o direito constitucional de não produzir prova contra si.
Próximas oitivas
Para esta terça-feira (27), a PF agendou novos depoimentos:
- Robério Cesar Bonfim Mangueira, superintendente de Operações Financeiras do BRB;
- Luiz Antonio Bull, diretor de Riscos, Compliance, RH e Tecnologia do Master;
- Angelo Antonio Ribeiro da Silva, sócio do Master;
- Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Master.
Alvo da investigação
O inquérito apura suspeitas de irregularidades na tentativa de venda do Banco Master ao BRB, operação vetada pelo Banco Central em 2025. Entre os crimes investigados estão gestão fraudulenta de instituição financeira, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
O processo tramita no Supremo Tribunal Federal sob relatoria do ministro Dias Toffoli.
As diligências da Operação Compliance Zero seguem sob sigilo.
Com informações de Gazeta do Povo