A Petrobras aprovou na noite de quinta-feira (6) o pagamento de R$ 12,1 bilhões em dividendos, após registrar lucro líquido de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre de 2025. O resultado representa alta de 0,5% em relação ao mesmo período de 2024.
O lucro recorrente, que exclui itens extraordinários, caiu 6,1% e somou R$ 28,5 bilhões, refletindo a queda de US$ 11 no preço do barril de Brent em 12 meses e a política de preços da companhia.
Desempenho acumulado
De janeiro a setembro, o lucro líquido alcançou R$ 94,5 bilhões, enquanto os dividendos aprovados chegam a R$ 32,4 bilhões. Parte dessas distribuições é alvo de críticas de integrantes do governo federal, incluindo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra Gleisi Hoffmann (Secretaria de Relações Institucionais).
Produção em novo recorde
A produção de óleo e gás atingiu 3,14 milhões de barris de óleo equivalente por dia, avanço de 3,19% ante o terceiro trimestre de 2024 e novo recorde histórico para a estatal. As exportações de petróleo ficaram em 814 mil barris diários, e o volume total enviado ao exterior — somando derivados — superou 1 milhão de barris por dia.
A fabricação de combustíveis recuou 1,5%, para 1,79 milhão de barris por dia, devido ao maior teor de etanol na gasolina. Já as vendas internas cresceram 1,9%, alcançando 1,8 milhão de barris diários.
Receita, caixa e câmbio
A receita de vendas totalizou R$ 127,9 bilhões, queda de 1,3% em base anual. O Ebitda somou R$ 63,9 bilhões, alta de 0,4%. A valorização do real ante o dólar teve impacto positivo de R$ 5,6 bilhões no resultado.
Resultados por segmento
• Exploração e Produção: lucro de R$ 28,1 bilhões, recuo de 6,2%.
• Refino, Transporte e Comercialização: lucro de R$ 3,1 bilhões, mais que o dobro do apurado um ano antes, impulsionado por exportações e câmbio favorável.
Durante o trimestre, a companhia manteve defasagem no preço do diesel — abaixo da cotação internacional — e vendeu gasolina acima do valor de referência. O ajuste foi feito apenas em outubro, com redução de 4,9% no diesel nas refinarias.
Investimentos em alta
Os investimentos chegaram a US$ 5,5 bilhões (R$ 30 bilhões) entre julho e setembro, alta de 23,7% na comparação anual. No acumulado do ano, foram US$ 14 bilhões (R$ 76 bilhões), 28,9% acima do registrado em 2024, com foco em plataformas e sistemas submarinos.
O preço médio de venda dos derivados ficou em R$ 460,54 por barril, recuo de 5,7% frente ao mesmo período do ano anterior.
Com informações de Gazeta do Povo