Brasília — Nelson Antônio de Souza, que assumiu o comando do Banco de Brasília (BRB) após a crise gerada pela liquidação do Banco Master, afirmou que a instituição passará por um processo de redução de operações para reequilibrar o caixa, mas descartou qualquer possibilidade de privatização ou federalização.
“Se o prédio tiver que diminuir de tamanho e ficar com menos andares, ele vai diminuir; porém, vai ficar mais sólido”, declarou o executivo em entrevista publicada neste domingo (8/2/2026).
Plano entregue ao Banco Central
Na sexta-feira (6), o BRB encaminhou ao Banco Central um plano de recuperação. O documento prevê:
- venda de carteiras próprias;
- recuo na estratégia de atuação nacional adotada nos últimos anos;
- pedido de empréstimo ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
O plano é peça-chave para tentar conter os efeitos da exposição ao Banco Master, cuja liquidação levou ao afastamento judicial do ex-presidente Paulo Henrique Costa.
Prejuízo bilionário
Durante a gestão de Costa, o BRB adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito do Master. Segundo o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino, essas carteiras eram “fabricadas” e podem gerar prejuízo de até R$ 5 bilhões ao banco brasiliense.
Trajetória de Nelson Souza
Indicado pelo governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), e aprovado pelo Banco Central, Souza já presidiu a Caixa Econômica Federal no governo Michel Temer (MDB) e o Banco do Nordeste durante a gestão Dilma Rousseff (PT). Também esteve à frente do banco Desenvolve SP no governo paulista de João Doria (PSDB). Formado em Psicologia e Letras, chega ao BRB com a missão de recuperar não apenas as finanças, mas também a reputação da instituição.
Com informações de Gazeta do Povo