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Ex-ministro Maílson da Nóbrega culpa orientação econômica do PT por estagnar crescimento do Brasil

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Brasília – 17/02/2026 – O ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega afirmou que as diretrizes econômicas adotadas nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores (PT) mantêm o país preso a um ciclo de baixo desenvolvimento e elevada pobreza.

Foco em gasto público e alta de juros

Segundo Maílson, a visão do PT, centrada no aumento do gasto público para estimular a demanda, não considera a necessidade de elevar a produtividade e a oferta de bens. Para ele, esse desequilíbrio resulta em inflação e afeta principalmente a população de baixa renda. “A explicação da taxa de juros alta no Brasil é a insustentabilidade fiscal”, afirmou, citando o crescimento das despesas obrigatórias e as vinculações constitucionais que, em sua avaliação, comprimem o espaço para investimentos.

Educação deficiente trava produtividade

O economista apontou a má qualidade da educação como principal causa da chamada “armadilha do baixo crescimento”. Falta de mão de obra qualificada, liderança empresarial e inovação seriam consequências diretas desse problema, prejudicando a expansão de longo prazo.

Reformas estruturais como saída

Maílson defendeu novas reformas, destacando a Previdência. Ele considera que as mudanças aprovadas em 2019 não produziram o efeito esperado, em parte revertido pela retomada da vinculação de aposentadorias no atual governo. Também criticou o tamanho do Estado e a resistência petista às privatizações, argumentando que “não há razão política, econômica ou estrutural para manter empresas estatais no Brasil”.

Agronegócio é exceção

O ex-ministro reconheceu o agronegócio como setor competitivo em nível global, resultado, segundo ele, do trabalho da Embrapa e da pesquisa voltada ao clima tropical. Contudo, ressaltou que o desempenho do campo é um “caso isolado” e insuficiente para impulsionar o crescimento geral sem avanços amplos em educação e produtividade.

Risco de crise fiscal

Para Maílson, as escolhas adotadas na Constituição de 1988 criaram um Estado de bem-estar “incompatível com a renda do país”, deixando o Brasil sujeito a uma crise fiscal. Ele acredita que apenas um “colapso de expectativas”, fuga de capitais ou crise financeira poderiam levar o PT a alterar sua política econômica.

Maílson da Nóbrega lança nesta semana um livro em que revisita a trajetória econômica nacional e detalha as barreiras que, em sua visão, impedem o Brasil de enriquecer.

Com informações de Gazeta do Povo