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Lula promete “ir até o fim” em apuração sobre Banco Master e cita influência de grandes empresários

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou nesta quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026, que a investigação da Polícia Federal sobre o escândalo envolvendo o Banco Master seguirá “até as últimas consequências” para identificar grandes empresários que, segundo ele, interferem na economia brasileira.

Lula confirmou que recebeu o dono do Master, o banqueiro Daniel Vorcaro, em 2024, acompanhado pelo ex-ministro Guido Mantega. Na ocasião, Vorcaro relatou dificuldades de liquidez e alegou perseguição de outros agentes do mercado. O presidente disse ter informado ao banqueiro que o governo não tomaria posição a favor ou contra a instituição.

Após o encontro, Lula reuniu o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, para tratar das denúncias. “Quem estiver envolvido vai ter de pagar pelo maior rombo econômico da história deste país”, afirmou o petista em entrevista ao portal UOL.

Defesa de Lewandowski e foco nos estados

No mesmo pronunciamento, Lula saiu em defesa do ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, que prestou consultoria ao Banco Master antes de assumir o cargo e encerrou o contrato ao entrar no governo.

O presidente disse ainda ter orientado os órgãos de controle a examinarem contratos firmados por governos estaduais com o Master para a aplicação de recursos previdenciários de servidores. Entre os casos citados estão operações dos estados do Rio de Janeiro e do Amapá.

Suspeitas sobre o BRB

Lula mencionou também a apuração de supostas fraudes envolvendo o Banco de Brasília (BRB), que tentou adquirir participação no Master — operação vetada pelo Banco Central — e comprou R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito sem lastro, consideradas suspeitas pelas autoridades.

Agenda com Trump

Fazendo paralelo entre o caso Master e o combate ao crime organizado, Lula anunciou que levará aos Estados Unidos, no início de março, uma comitiva composta pelo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, pelo secretário-geral da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, e pelo procurador-geral Paulo Gonet. O grupo se reunirá com o presidente Donald Trump para discutir cooperação contra narcotráfico e crime transnacional.

Lula evitou comentar a possibilidade de criação de uma CPI ou CPMI sobre o Banco Master, limitando-se a dizer que cabe ao Congresso decidir sobre o assunto, enquanto ele direciona os órgãos federais a prosseguir com as investigações.

Com informações de Gazeta do Povo