O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) oficializou nesta sexta-feira (20) a saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda e nomeou Dario Durigan para comandar a pasta. As mudanças constam em decreto publicado na edição de hoje do Diário Oficial da União.
De acordo com o ato, Haddad foi exonerado “a pedido”. Na mesma página, Lula designou Durigan — até então secretário-executivo e considerado o número dois da Fazenda — para assumir o ministério.
Disputa em São Paulo
A exoneração ocorre um dia depois de Haddad confirmar que será pré-candidato ao governo de São Paulo nas eleições de 2026, quando pretende enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), que buscará a reeleição. “Eu não disputo eleição para barganhar; disputo para vencer”, declarou o ex-ministro em evento realizado em São Bernardo do Campo, berço político de Lula.
Com a decisão, o Partido dos Trabalhadores reedita o cenário de 2022, quando Haddad e Tarcísio se enfrentaram no segundo turno pelo Palácio dos Bandeirantes.
Elogios do presidente
Ao comentar a saída, Lula elogiou o desempenho de Haddad à frente da economia. Segundo o presidente, o petista “entrará para a história como o ministro da Fazenda mais exitoso deste país” por ter articulado e conduzido a aprovação da reforma tributária, um projeto discutido há quatro décadas no Congresso.
Contexto econômico
A troca no comando da Fazenda ocorre em momento de pressão sobre a economia doméstica. O conflito no Oriente Médio tem elevado o preço do diesel e alimentado o risco de greve de caminhoneiros. Antes de deixar o cargo, Haddad e a equipe econômica apresentaram a Lula um plano que inclui a desoneração de tributos federais, como IPI e Cofins, e uma subvenção à produção nacional de combustíveis para conter os efeitos da alta nos preços.
Durigan, agora oficialmente ministro, era responsável pela condução diária dos trabalhos da pasta e deverá dar continuidade às medidas emergenciais elaboradas nos últimos dias.
Com informações de Gazeta do Povo