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Justiça da Espanha rejeita extradição, e Oswaldo Eustáquio declara vitória sobre Moraes

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Brasília, 21/12/2025 – O jornalista Oswaldo Eustáquio, 47 anos, que apoia o ex-presidente Jair Bolsonaro e critica o Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou ter obtido “vitória definitiva” contra o ministro Alexandre de Moraes após a Justiça espanhola negar um pedido de extradição apresentado pelo Brasil.

Residindo em Madri, Eustáquio disse que a decisão comprova perseguição política. “Eu venci o Alexandre de Moraes. Eu venci no tribunal aqui da Espanha”, declarou ao site Poder360.

Tribunal aponta motivação política

O magistrado espanhol que analisou o caso entendeu que a solicitação brasileira tinha motivação política e que os fatos descritos se inscrevem em disputa interna, não atendendo às exigências da legislação da Espanha para entrega de estrangeiros. O colegiado também observou que manifestações políticas, mesmo duras ou controversas, são protegidas pela liberdade de expressão em regimes democráticos.

Para Eustáquio, a decisão retira o caráter criminal de condutas que, no Brasil, foram enquadradas como ataques ao Estado Democrático de Direito. Ele disse que o impeachment de Moraes seria necessário para “pacificar institucionalmente” o país.

Acusações no Brasil

O jornalista é alvo de investigações por suposto impulsionamento de críticas ao STF e ao Congresso nas redes sociais, principalmente após a derrota eleitoral de Bolsonaro em 2022. Ele responde a acusações de ameaça, corrupção de menores — pela influência sobre publicações de sua filha adolescente — e tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito.

Há dois mandados de prisão preventiva expedidos por Moraes e um pedido formal de extradição feito em outubro de 2024. Eustáquio afirma nunca ter sido condenado e sustenta que as medidas são políticas. “A PGR não consegue nem me denunciar”, disse.

Negativa de envolvimento nos atos de 2023

Eustáquio nega participação no ataque às sedes dos Três Poderes, em Brasília, em 2023. Segundo ele, estava em Assunção, no Paraguai, desde 12 de dezembro de 2022. O jornalista classifica o episódio como “histeria coletiva” e defende punições mais brandas, como multas ou prestação de serviços, para quem danificou patrimônio público.

Impactos pessoais e sustento

O período fora do país trouxe impactos familiares: sua ex-mulher, Sandra Terena, pediu divórcio no início das operações da Polícia Federal. Ele relata ainda ter enfrentado problemas na coluna que o deixaram temporariamente em cadeira de rodas; hoje diz estar 95% recuperado.

Para se manter, Eustáquio afirma vender livros digitais — cerca de 10 mil cópias — e receber doações de apoiadores, sem ajuda de partidos ou empresários.

Cenário político

Observando a sucessão na direita, o jornalista avalia que o senador Flávio Bolsonaro reúne melhores condições para liderar o campo conservador, por ter, segundo ele, “mais preparo institucional” e dialogar com outras forças políticas.

O STF não comentou as declarações de Eustáquio.

Com informações de Gazeta do Povo