Cerca de 1.000 funcionários do Itaú Unibanco foram desligados na segunda-feira (8). A informação foi confirmada pelo próprio banco e pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
As dispensas ocorreram durante um processo interno de revisão das práticas de trabalho remoto e do controle de jornada. Segundo o Itaú, foi identificado “descompasso entre o registro de ponto eletrônico e a atividade real monitorada” de colaboradores que atuavam em regime de home office.
De acordo com a instituição, ao longo dos últimos seis meses foram analisados indicadores como número de cliques, abas abertas, uso de sistemas corporativos e registro de tarefas nos computadores corporativos. “Em alguns casos, foram verificados padrões incompatíveis com nossos princípios de confiança, que são inegociáveis”, afirmou o banco, em nota.
O sindicato classificou o critério adotado como “extremamente questionável”, argumentando que a avaliação não considerou “a complexidade do trabalho bancário remoto, falhas técnicas, condições de saúde, sobrecarga de tarefas e a própria organização das equipes”. A entidade também criticou a falta de diálogo prévio sobre possibilidades de realocação dos empregados e prometeu intensificar protestos.
Para o diretor do sindicato Maikon Azzi, as demissões configuram “dispensa em massa, unilateral, sem transparência e sem respeito aos princípios de negociação e mediação”.
Imagem: Daniel Castellano
O Itaú Unibanco é o maior banco privado da América Latina em ativos e emprega aproximadamente 100 mil pessoas no Brasil e no exterior.
Com informações de Gazeta do Povo