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Ibaneis libera uso de imóveis públicos e empréstimo de R$ 6,6 bi para reforçar caixa do BRB

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O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), sancionou nesta terça-feira (10/03/2026) a lei que autoriza uma série de medidas para equilibrar as contas do Banco de Brasília (BRB), afetado pelo rombo gerado nas operações com o Banco Master.

Empréstimo bilionário e uso de imóveis

Pelo texto publicado em edição extra do Diário Oficial, o BRB poderá:

  • contratar um empréstimo de R$ 6,6 bilhões junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC);
  • usar imóveis pertencentes ao Distrito Federal em operações de venda ou como lastro para fundos de investimento imobiliário;
  • receber outros aportes do Executivo local por “formas juridicamente admitidas”, inclusive com bens móveis ou imóveis.

Após a operação, o FGC deverá contabilizar um déficit de R$ 51,8 bilhões, valor estimado para cobrir prejuízos de instituições liquidadas pelo Banco Central.

Patrimônio das estatais entra no radar

Além de propriedades diretamente registradas em nome do GDF, a lei permite utilizar bens da Terracap, Novacap, Companhia Energética de Brasília (CEB) e Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb). O governo poderá transferir os imóveis ao banco, investir neles e repassar os rendimentos ao BRB ou combinar as duas estratégias.

Votação conturbada na Câmara Legislativa

A aprovação do projeto, na semana passada, provocou protestos na Câmara Legislativa do DF (CLDF). A deputada Paula Belmonte (PSDB) exibiu um cheque em branco em plenário, enquanto parlamentares do PT classificaram a proposta como “carta em branco” ao Executivo. Servidores do BRB e militantes do PSOL pediram a abertura de uma CPI sobre o caso e defenderam o impeachment de Ibaneis e da vice-governadora Celina Leão (PP).

Estratégia para ativos do Banco Master

Em entrevista, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, informou que pretende manter parte dos ativos comprados do Banco Master. Segundo ele, há títulos com valor real — “tem osso e tem carne” — que deverão ser vendidos apenas quando o mercado apresentar condições mais favoráveis.

As medidas entram em vigor imediatamente, abrindo caminho para a recomposição do capital do BRB nos próximos meses.

Com informações de Gazeta do Povo