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Greve nacional de caminhoneiros agendada para 4 de dezembro já enfrenta forte divisão interna

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Uma nova paralisação nacional de caminhoneiros foi convocada para esta quinta-feira, 4 de dezembro de 2025, mas o movimento nasce sem consenso entre as principais lideranças da categoria.

Principais reivindicações

A lista de demandas protocolada em Brasília inclui:

• Piso mínimo para o frete;

• Congelamento de dívidas por 12 meses, com possibilidade de refinanciamento;

• Aposentadoria especial após 25 anos de atividade;

• Linhas de crédito de até R$ 200 mil;

• Isenção de IPI para renovação da frota;

• Criação de uma vara judicial especializada em transportes.

Divisões na categoria

A convocação ganhou contornos políticos após o desembargador aposentado Sebastião Coelho associar a greve a pedidos de anistia para o ex-presidente Jair Bolsonaro e para envolvidos nos atos de 8 de janeiro. A partidarização levou lideranças como Wallace Landim, o “Chorão” — figura central na paralisação de 2018 — a rejeitar a mobilização.

Quem lidera a mobilização

O ato é capitaneado por Franco Dal Maro, o “Chicão Caminhoneiro”, dirigente da União Nacional dos Caminhoneiros. Ele afirma que a iniciativa busca “seguir a legalidade” e pede que eventuais manifestantes respeitem o direito de ir e vir da população.

Entidades se afastam

A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos (CNTA), que reúne nove federações e mais de cem sindicatos, declarou não ter recebido comunicação formal sobre a greve e não identificou indicação de mobilização em suas bases, o que aumenta a incerteza sobre a adesão nacional.

Referência: greve de 2018

A última paralisação de grande porte, em 2018, durou dez dias, provocou desabastecimento de combustíveis e alimentos e resultou em subsídio ao diesel e na criação de uma tabela mínima de frete — reivindicações que voltam ao centro do debate neste novo chamado.

Com informações de Gazeta do Povo