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Governo descarta retorno do horário de verão em 2025, afirma ministro

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, declarou nesta terça-feira (14) que o horário de verão não será retomado no Brasil em 2025. A decisão foi anunciada em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), na qual o ministro garantiu que o país dispõe de “segurança energética completa e absoluta” para atravessar o ano sem alterar os relógios.

Segurança energética afasta necessidade de mudança

Silveira explicou que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico, que se reúne mensalmente, avaliou o cenário hidrológico e o planejamento de geração. De acordo com o ministro, o nível dos reservatórios e as ações recentes do governo asseguram o suprimento, eliminando a necessidade do horário de verão.

A possibilidade de retorno da medida havia sido cogitada em julho, quando a tarifa de energia entrou no patamar vermelho 1 devido ao acionamento de usinas termelétricas. Naquele momento, a Aneel indicou que as chuvas estavam abaixo da média, mas, segundo Silveira, o quadro mudou.

Leilões de térmicas e baterias

O ministro lembrou que o país ainda depende majoritariamente das hidrelétricas, complementadas por térmicas — mais caras —, que passarão por leilão na próxima semana. Ele citou também a previsão de um certame, ainda em 2025, para contratação de sistemas de armazenamento em baterias, capazes de guardar energia gerada por fontes renováveis.

“Vamos literalmente armazenar vento”, afirmou Silveira, referindo-se à energia eólica que poderá ser estocada para reduzir a intermitência das fontes renováveis.

Medida pode voltar se cenário mudar

Embora descarte a adoção em 2025, o ministro deixou claro que o governo poderá reavaliar a implantação do horário de verão caso a segurança do sistema elétrico seja comprometida futuramente. “O que não pode é faltar energia para o povo brasileiro”, ressaltou.

Suspenso desde 2019, o horário de verão era adotado no país para reduzir o consumo no pico da noite, mas perdeu efetividade com a mudança de hábitos dos consumidores, segundo estudos apresentados à época.

Com informações de Gazeta do Povo